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William Shakespeare nasceu aos 23 de abril de 1564
em Stratford-Avon, Inglaterra, e gozou de uma vida rica até
os 12 anos. A partir de então, com a falência do pai,
foi obrigado a trocar os estudos pelo trabalho árduo, passando
a contribuir para o sustento da família. Guardava, entretanto,
os conhecimentos adquiridos na escola elementar, na qual havia iniciado
seus estudos de inglês, grego e latim. Além disso, continuou
a ler autores clássicos, poemas, novelas e crônicas históricas.
Aos 18 anos casou-se com a rica Anna Hathaway, oito anos mais velha,
com quem teve três filhos.
Não se sabe ao certo o motivo por que seguiu sozinho para Londres
quando tinha 23 anos. Nessa cidade teve vários empregos, o
mais significativo foi guardador de cavalos em um teatro. Algum tempo
depois Shakespeare passou a copiar peças e representou alguns
papeis. Mais tarde, virou sócio do teatro, depois de algum
tempo tornou-se dono do lugar.
Atribui-se a William Shakespeare a autoria de 37 ou 38 peças,
das quais destacam-se Antony e Cleópatra, Rei Lear, Hamlet,
Otelo, A Tempestade, A comédia dos erros, A Megera domada,
Macbeth etc. |
Shakespeare é autor também dos seguintes
poemas: Vênus e Adônis, 1593; O rapto de Lucrécia,
1594 e 154 sonetos, publicados em 1609, que expressam, entre outras
coisas, agitação e frustração.
Shakespeare morreu em 23/4/1616, ao que se diz, das conseqüências
de um banquete com Samuel Jhonson. |
É impossível estabelecer as datas exatas das obras de Shakespeare,
mas pode-se classificá-las em quatro grandes grupos, que representam
os períodos de sua vida, da juventude à velhice: As obras
do primeiro período são marcadas por sonhos juvenis e pelo
espírito exuberante; O segundo período foi o das grandes
crônicas e comédias românticas; Depressão e
tristeza marcam terceiro período. O motivo de ou a desilusão
que levou o dramaturgo a sentir-se deprimido durante essa fase da vida,
não se sabe ao certo. No quarto período a tempestade abrigada
no espírito de Shakespeare parece ter desvanecido.
Assim, o gênio William Shakespeare completa seu ciclo vida sem
diminuir seu poder poético e com um retorno quase divino ao seu
apogeu na literatura universal.
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