| ::. Alexandre O'Neill (1924 -1986) | ||||
Em 1946, por um motivo banal, abandona a casa dos pais e passa a viver com um tio. O´Neill reproduziu várias vezes a "discussão" travada com o pai antes de abandonar sua casa: "- Alexandre, leva o guarda chuva. Em 1947 publica, na revista Mundo Literário, os seus primeiros textos. Em 1948 participa da fundação do "Movimento Surrealista de Lisboa". Ainda nesse ano publica, na coleção "Cadernos Surrealistas", o poema gráfico "Ampola Miraculosa". A relação de O´Neill com o grupo Surrealista dura pouco. Em 1950, devido ao seu descontentamento com o rumo decadente e simulado que o grupo seguira, O´Neill abandona o grupo. Vale lembrar que apesar de não concordar com os caminhos seguidos pelo grupo, ele não era avesso aos ideais básicos do Surrealismo, ou seja, libertação total do homem e a da arte. Passa então a colaborar com os "Cadernos de Poesia". No ano de 1951, publica a obra "Tempo de Fantasmas". Essa obra era composta por versos que mais tarde são ampliados e publicados sob o título "No Reino da Dinamarca". Em 1953, fica preso por cerca de 40 dias. No ano de 1957, casa-se com Noémia Delgado, artista surrealista francesa, que conhecera em 1949. Dois anos depois, nasce o filho do casal (Alexandre Delgado O'Neill). No dia 15/01/ 1971, Alexandre divorcia-se de Noémia e, no mesmo ano, casa-se com Teresa Patrício Gouveia, com quem tem o filho Afonso. A união com Teresa dura até 1981, quando, no dia 20 de Fevereiro, ocorre o divórcio do casal. Nos últimos anos de sua vida O´Neill ainda teve uma relação amorosa com Laurinda Bom. No dia 9 de Abril de 1986, Alexandre O´Neill é internado, após um ataque cardíaco, vindo a falecer em 21 de Agosto. O'Neill trabalhou também com publicidade. Apesar de não
ser sua paixão criou alguns slogans de destaque, como por exemplo:
"Há mar e mar, há ir e voltar" e "Boch é
Bom". A publicidade foi o meio encontrado por O'Neill para garantir
a sua estabilidade financeira.
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