::. Alves Redol (1911 - 1969)
 

ANTÔNIO ALVES REDOL nasceu no dia 29 de dezembro de 1911 em Vila Franca de Xira - distrito de Lisboa.Nascido em berço humilde, desde muito jovem Alves Redol teve que trabalhar para garantir o seu sustento.

Em 1927 concluí o Curso Comercial e, no ano seguinte, vai para Angola, na África, onde permanece por cerca de três anos. No ano de 1936 torna-se colaborador do jornal "O Diabo", onde escreve contos e crônicas. Ainda nesse ano participa da conferência sobre arte, proferida em Vila Franca.

No ano de 1939 publica Gaibéus, romance que retrata as modestas condições de vida dos camponeses da região do Ribatejo. Antes de escrever essa obra Alves Redol realizou um grande trabalho de coleta de material. Para isso, foi várias vezes até a Ribeira do Tejo ouvir as histórias dos trabalhadores. Ele chegou até a morar, por um certo período no campo, pois isso lhe facilitava a coleta de dados sobre o trabalho dos camponeses nos arrozais. Nos seus cadernos de anotações são descritas várias técnicas sobre o cultivo do arroz.

Capa de Gaibéus

Essa obra, além de marcar, de maneira propriamente dita, o início da sua carreira literária, serve também para consolidar o movimento Neo-Realista em Portugal.

Segundo palavras do próprio Alves Redol, na epígrafe de Gaibéus, "este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que os outros entenderem".

Essas palavras, além de sintetizarem os ideais do movimento Neo-Realista em Portugal, servem também para demonstrar a preocupação que Alves Redol tinha de não ver sua obra literária limitada somente ao campo da ficção. O que ele queria era, a partir da experiência vivida e documentada, transformar sua obra num instrumento de transformação da sociedade e isso só seria possível da denúncia das injustiças sociais.

Alves Redol falece no dia 29 de novembro de 1969 na cidade de Lisboa.

::. Dentre a obra de Alves Redol destaca-se:

Romances
Gaibéus - 1940;
Marés -1941;
Avieiros-1942;
Fanga - 1943;
Anúncio -1945;
Porto Manso -1945;
horizonte Cerrado - 1949;
Os Homens e as Sombras - 1951;
Vindima de Sangue - 1953;
Olhos de Água - 1954;
A Barca dos Sete Lemes - 1958;
Uma Fenda na Muralha -1959;
Barranco de Cegos -1962;
O Muro Branco - 1966.

Teatro
Maria Emília - 1945;
Forja - 1948;
O Destino Morreu de Repente - 1967

Contos
Nasci com passaporte de turista - 1940;
Espólio - 1943;
Histórias Afluentes - 1963

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