|

Capa de Gaibéus - Alves redol |
O NEO-REALISMO surgiu
por volta de 1940, pouco antes da eclosão da Segunda Guerra
Mundial, e desenvolveu-se principalmente no Romance. O precursor
dessa estética foi Ferreira
de Castro, com as obras "Emigrantes" e "A Selva",
que foram ambientadas na Amazônia. No entanto, a consolidação
dessa proposta se dá somente em 1939 quando Alves
Redol publica o romance "Gaibéus", que retrata
as modestas condições de vida dos camponeses da região
do Ribatejo. Influenciados pela literatura norte-americana
da época e pelos autores regionalistas do Nordeste brasileiro
(Jorge Amado, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, Graciliano
Ramos etc.), esse grupo de escritores, alguns deles dissidentes
do grupo Presencista, repudia a literatura psicológica e
intimista e, em contra partida, propõe uma literatura engajada,
de ação social, visando à transformação
da sociedade com a denúncia das injustiças sociais,
ou seja, os Neo-Realistas propõem uma literatura caráter
nitidamente social. |
|
|
Pode-se dizer ainda que o romance neo-realista reativa os
mecanismos da representação narrativa. Inspirando-se
nas categorias marxistas de consciência de classe e de luta
de classes, o romance Neo-Realista fundamenta-se nos conflitos
sociais que põem em cena camponeses, operários, patrões
e senhores da terra. Os melhores textos Neo-Realistas analisam de
maneira objetiva as diversas facetas dessas entidades.
|
Alves Redol, na epígrafe da obra Gaibéus,
sintetiza os ideais Neo-Realistas:
"este romance não pretende ficar na literatura
como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário
humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que
os outros entenderem".
|

|
|
| Emigrantes
e A Selva - Ferreira de Castro |
Outros nomes relevantes do Neo-realismo são: Fernando
Namora, Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Augusto Abelaira,
Urbano Tavares Rodrigues, José Carlos Pires e, segundo
Massaud Moisés, Vergílio Ferreira, no começo
de sua carreira. |
|
|