| ::. Apuléio - Lucius Apuleius (125 - 164) |
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Apuléio nasceu em Madaura, na Numídia (hoje Argélia) no ano de 125. Educado em Cartago e Atenas, viajou pelo Mediterrâneo, estudando ritos de iniciação e cultos. Profundo conhecedor de autores gregos e latinos, ensinou retórica em Roma antes de regressar à África para casar-se com uma rica viúva. Em virtude da oposição da família da noiva ao casamento, escreveu a obra Apologia (173), uma espécie de autobiografia, em que se defende da acusação da prática de magia. Escreveu ainda diversos poemas e tratados, entre os quais Florida, coletânea de trabalhos de eloqüência. A sua obra mais conhecida é O asno de ouro, uma narrativa em prosa em 11 livros a que inicialmente chamou Metamorfoses. Essa obra narra as aventuras do jovem Lúcio, que, para se transformar em pássaro unta-se de um ungüento mágico, mas, por ter usado o ungüento errado, se vê mudado em asno. Após passar por uma séria de aventuras extraordinárias recupera a forma humana graças à intervenção de Ísis. O único romance da antigüidade a chegar completo aos nossos dias, é a bela fábula de Amor e Psiquê, que pode ser interpretada como uma alegoria da união mística, relacionando cenas grotescas, terrificantes, obscenas e, em parte, deliberadamente absurdas. O tema desta obra foi retomado por muitos escritores, entre os quais, no século XIX, os poetas ingleses William Morris e Robert Bridges. Outras passagens também reconhcidas em Decameron, de Giovanni Boccaccio, no Don Quixote, de Miguel de Cervantes, e no Gil Blas de Alain Le Sage.
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