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Plínio, o Antigo nasceu no ano de 23 em Como. Estudou em Roma
e iniciou-se na carreira militar na Germânia, aos 23 anos, como
oficial de cavalaria, na qual chegou a comandante antes de dedicar-se
a escrever e estudar. Desempenhou importantes cargos públicos e
foi nomeado procurador na Espanha e, depois, no norte da África
e na Gália.
Terminou de escrever Historia naturalis (77), em 37 volumes, a única
de suas obras que chegou até a atualidade, um tratado de História
Natural, por isto cognominado de o Naturalista, onde relatou todo o conhecimento
científico até o início do cristianismo, com citação
sobre 35.000 fatos úteis.
Teria compilado mais de dois mil livros de 146 autores romanos e 327 estrangeiros,
inclusive descrevendo as reservas de aluminita da Itália. Dedicada
a Tito, a obra revelava alto saber enciclopédico, num estilo que
oscila entre a linguagem corrente e um vocabulário elaborado. Tratou
de matérias diversas, como geografia, cosmologia, fisiologia animal
e vegetal, medicina, história da arte, mineralogia e outras, numa
tentativa de reunir todo o saber do mundo antigo. Apesar da imprecisão
de alguns dados técnicos e matemáticos, muitas vezes oriunda
das próprias fontes que transcreve, a obra é um dos melhores
textos da antiguidade clássica e fornece também dados importantes
para a história da arte antiga, pois trata de ourivesaria, escultura,
pintura e arquitetura.
O que se sabe de sua vida e sua vasta produção literária
provém de referências de seu sobrinho Plínio o Moço,
que em carta a Tácito, por exemplo, ressalta o caráter heróico
da morte do tio, que morreu asfixiado na famosa erupção
do Etna, em Estábia, quando para lá acorreu como comandante
da frota em Messina, seu último cargo público, na tentativa
de ajudar os sobreviventes de Pompéia e Herculano e Estábia,
e ao mesmo tempo estudar o fenômeno.
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