OSWALD DE ANDRADE,
poeta, romancista e dramaturgo, nasceu em São Paulo
em 11 de janeiro de 1890. Filho de família rica, estuda na
Faculdade de Direito do Largo São Francisco e, em 1912, viaja
para à Europa. Em Paris, entra em contato com o Futurismo e
com a boemia estudantil. Além das idéias Futuristas,
conhece Kamiá, mãe de Nonê, seu primeiro filho,
nascido em 1914.
De volta a São Paulo faz jornalismo literário. Em 1917,
passa a viver com Maria de Lourdes Olzani (ou Deise), conhece Mário
de Andrade e defende a pintora Anita Malfatti de uma crítica
devastadora de Monteiro Lobato. Ao lado deles, e de outros intelectuais,
organiza a Semana de Arte Moderna de 1922.
Em 1924 publica, pela primeira vez, no jornal "Correio da manhã",
na edição de 18 de março de 1924, o Manifesto
da Poesia
Pau-Brasil. No ano seguinte, após algumas alterações,
o Manifesto abria o seu livro de poesias "Pau-Brasil".
Em 1926, Oswald casa-se com a Tarsila do Amaral e os dois tornam-se
o casal mais importante das artes brasileiras. Apelidados carinhosamente
por Mário de Andrade como "Tarsiwald", o casal
funda, dois anos depois, o Movimento Antropófago e a Revista
de Antropofagia, originários do Manifesto
Antropófago. A principal proposta desse Movimento era
que o Brasil devorasse a cultura estrangeira e criasse uma cultura
revolucionária própria.
O ano de 1929 é fundamental na vida do escritor. A crise de
29 abalou as suas finanças, ele rompe com Mário de Andrade,
separa-se de Tarsila do Amaral e apaixona-se pela escritora comunista
Patrícia Galvão (Pagu). O relacionamento com Patrícia
Galvão intensifica sua atividade política e Oswald passa
a militar no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Além disso,
o casal funda o jornal "O Homem do Povo", que durou
até 1945, quando o autor rompeu com o PCB. Do casamento com
Patrícia Galvão, nasceu Rudá, seu segundo filho.
Depois de separar-se de Pagu, casou-se, em 1936, com a poetisa Julieta
Bárbara. Em 1944, mais um casamento, agora com Maria Antonieta
D'Aikmin, com quem permanece junto até a morte, em 1954.
Nenhum outro escritor do Modernismo ficou mais conhecido pelo espírito
irreverente e combativo do que Oswald de Andrade. Sua atuação
intelectual é considerada fundamental na cultura brasileira
do início do século. A obra literária de Oswald
apresenta exemplarmente as características do Modernismo da
primeira fase.
A poesia de Oswald é precursora de um movimento que vai
marcar a cultura brasileira na década de 60: o Concretismo.
Suas idéias, ainda nessa década, reaparecem também
no Tropicalismo.
"Memórias sentimentais de João Miramar"
chama a atenção pela linguagem e pela montagem inédita.
O romance apresenta uma técnica de composição
revolucionária, se comparado aos romances tradicionais: são
163 episódios numerados e intitulados, que constituem capítulos-relâmpagos
(tudo muito influenciado pela linguagem do cinema) ou, mais precisamente,
como se os fragmentos estivessem dispostos num álbum, tal qual
fotos que mantêm relação entre si. Cada episódio
narra, com ironia e humor, um fragmento da vida de Miramar. "Recorte,
colagem, montagem", resume o crítico Décio Pignatari.
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::. Principais Obras
Além dos manifestos da Poesia Pau-Brasil (1924);
Manifesto Antropófago (1928), Oswald escreveu:
Poesia:
- Pau-Brasil (1925);
- Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade
(1927);
- Cântico dos cânticos para flauta e violão
(1945);
- Ô escaravelho de ouro (1945).
Romance:
- Os condenados (trilogia) (1922-34);
- Memórias sentimentais de João Miramar (1924);
- Serafim Ponte Grande (1933);
- Marco Zero -a revolução melancólica
(1943).
Teatro:
- O homem e o cavalo (1934);
- A mona (1937);
- O rei da veia (1937).
::. Confira abaixo alguns poemas de Oswald de Andrade
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| Oswald de Andrade por Tarsila do Amaral |
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| Oswald de Andrade por Tarsila do Amaral |
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