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::. Revista Klaxon
A KLAXON - Mensário de Arte
Moderna - foi a primeira revista Modernista do Brasil e começou
a circular logo após a realização da Semana de
Arte Moderna. O primeiro, dos seus nove números, foi publicado
em 15 de maio de 1922 e o último, (edição dupla,
de números 8 e 9) em janeiro de 1923.
A palavra Klaxon, segundo o Dicionário Aurélio, é
de origem inglesa e seu significado é "Buzina de Automóvel".
Por isso e por estar sempre aberta à experimentação,
pode-se dizer que a Klaxon anunciava, de forma barulhenta, as novidades
do mundo moderno.
"É uma buzina literária,
fonfonando, nas avenidas ruidosas da Arte Nova, o advento
da falange galharda dos vanguardistas".
Menotti del Picchia |
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A revista Klaxon inovou em vários sentidos:
- Sua organização era muito diferente da dos jornais e
revistas da época, pois não tinha diretor, redator-chefe,
secretário etc. Ela era uma espécie de órgão
coletivo, onde todos participam das diversas fases da sua produção;
- O seu projeto gráfico era inovador;
- Conteúdo bem diversificado. Nela eram publicados artigos e
poemas de autores nacionais como Manuel
Bandeira e Sérgio Milliet e também de autores franceses,
italianos e espanhóis, todos em suas línguas originais.
Além disso, também eram publicados ensaios, crônicas,
críticas de arte, piadas, gravuras e anúncios sérios
como os da "Lacta", que contrastavam com anúncios satíricos
como os da "Panthosopho, e Pateromnium & Cia", uma empresa
que fabricava sonetos.
É óbvio que fabricar sonetos só pode ser uma sátira
direta aos poetas Parnasianos. Afinal eram eles que cultivavam uma poesia
de notável perfeição formal. Essa obsessão
pela forma era tanta, e para os Modernistas, uma coisa tão absurda,
que eles comparavam os poemas Parnasianos a objetos produzidos por uma
fábrica, ou seja, todos iguais.
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Os principais colaboradores da Klaxon foram:
Guilherme de Almeida, Mário
de Andrade e Oswald de Andrade,
Rubens Borba de Moraes, Luís Aranha, Sérgio Milliet. A revista
também tinha correspondentes no Rio de Janeiro (Sérgio Buarque
de Holanda), Suíça, França e Bélgica.
O edital do primeiro número da revista Klaxon, assinado por vários
colaboradores, afirmava os caminhos que os modernistas pretendiam seguir.
Abaixo você encontra alguns trechos desse edital.
Para ter acesso versão integral, clique aqui.
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"Klaxon sabe que a vida existe. E,
aconselhado por Pascal, visa o presente. Klaxon não
se preocupará de ser novo, mas de ser atual. Essa é
a grande lei da novidade.
(...)
Klaxon sabe que o progresso existe. Por isso, sem renegar
o passado, caminha para adiante, sempre, sempre. (...)
Klaxon não é exclusivista. Apesar disso jamais
publicará inéditos maus de bons escritores já
mortos.
Klaxon não é futurista.
Klaxon é Klaxista.
(...)
Klaxon cogita principalmente de arte. Mas quer representar
a época de 1920 em diante. Por isso é polimorfo,
onipresente, inquieto, cômico, irritante, contraditório,
invejado, insultado, feliz."
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A revista Klaxon sobrevivia sem receber qualquer espécie de auxílio
concedido pelos poderes públicos e sem a venda de assinaturas.
O principal motivo da sua desativação foi o fato de a
revista não mais fascinar nem divertir seus componentes.
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