| ::. Graciliano Ramos ( 1892 -1953 ) |
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Entre todas obras de um grande autor, geralmente há um ponto de contato que as transformam em uma unidade maior, que é um reflexo da compreensão da vida da arte que cada autor possuí. No caso de Graciliano Ramos esse ponto intersecção é a luta pela sobrevivência. Os temas mais comuns na obra de Graciliano Ramos são os grandes latifundiários; a opressão sofrida pelo sertanejo e a seca e suas conseqüências dramáticas. Segundo o critico Antônio Candido, pode-se dividir a toda a obra de Graciliano Ramos em três grandes grupos: Romances narrados em primeira pessoa: Nessas obras temos um verdadeiro mergulho na alma humana e uma análise do contexto social e política em que vive cada personagem. Romances narrados em terceira pessoa: Nessa narrativa o enfoque se dá sobre a realidade social das personagens. Se nos romances narrados em primeira pessoa o ponto de interesse é o homem, ficando o contexto social segundo plano, em "Vidas secas" o ponto de interesse é o homem vinculado ao seu meio natural, no caso o sertão. Autobiografias: Essas obras transcendem o individual, passando pelo plano social e político e atingindo o plano universal. Por isso, pode-se dizer que "Memórias do cárcere" não é simplesmente um livro de memórias que relata o período em que Graciliano Ramos ficou preso. Essa obra vai além disso, pois retrata o Brasil no período da ditadura Vargas e as humilhações e sofrimentos de vários presos políticos. Ainda com relação ao estilo,
Graciliano Ramos é assim definido na Enciclopédia Barsa: |
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