| ::. Graciliano Ramos ( 1892 -1953 ) |
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Literatura de Balcão No ano de 1914 Graciliano muda-se para o Rio de Janeiro, onde , sem ter cursado nenhuma faculdade, começa a trabalhar como revisor em alguns jornais. Dentre eles o “O correio da manhã” e “A tarde”. Nessa fase assina seu trabalho com o pseudônimo de Ramos de Oliveira ( R.O). A permanência no Rio dura pouco. Um ano depois volta a Palmeira dos Índios, devido a uma situação nada agradável: em um só dia morreram, vítimas da peste bubônica, duas de suas irmãs, um irmão e um sobrinho. Ainda em 1915 casa-se com Maria Augusta de Barros e retoma as atividades de comerciante, agora como proprietário da loja “Sincera”. Caetés Devido à participação ativa na vida política da cidade, é eleito prefeito em 1927. Em 7 de janeiro de 1928, Graciliano assume a prefeitura de Palmeira dos Índios e investe em educação, pois abre três escolas. Além disso, mostra-se um excelente administrador. A política também ajudou Graciliano nos meios literários: seus ofícios chamam a atenção de um editor carioca, que o convida para publicar a obra "Caetés". Ainda em 1928 casa-se com Heloísa de Medeiros. Literatura na Sacristia Devido a problemas de saúde a obra teve que ser interrompida e Graciliano vai para Maceió, onde é operado. O período que ficou no hospital resulta no conto “O relógio do hospital” e do livro “Insônia”. Quando sai do hospital volta a escrever São Bernardo. Em 1933 Graciliano deixa definitivamente Palmeira dos Índios, pois é nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas (esse cargo hoje corresponde ao de secretário de Estado da Educação). No ano de 1934 lança a obra "São Bernardo", considerada por muitos críticos como a sua obra prima. Em 1936 lança “Angústia” que é considerado o romance tecnicamente mais complexo de Graciliano Ramos, no qual o autor retrata a cidade de Maceió daquela época. Memórias do Cárcere Ainda nesse ano, precisamente no dia 3 de março, é preso sob a acusação de ligação com o Partido Comunista. A acusação é falsa, pois Graciliano só entraria para o PCB em 1945. Mesmo sem acusação formal ou julgamento, é deportado para o Rio de Janeiro, onde permanece encarcerado até 1937. Dessa experiência resultou a obra "Memórias do cárcere", que só começou a ser escrita em 1946 “Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos”. A obra "Memórias do cárcere", publicada somente 1953, foi transformada em filme por Nelson Pereira dos Santos. Depois de ser libertado da prisão, Graciliano ficou morando no Rio de Janeiro em um quarto de pensão, com a mulher e os filhos menores. Vidas Secas Em 1939 volta a assumir um cargo público, dessa vez como inspetor
Federal do Ensino Secundário. Em 1942 ganha o prêmio Filipe
de Oliveira. Em 1945, com o término da Ditadura Vargas, filia-se
ao Partido Comunista. Em 1953, já de volta ao país, Graciliano Ramos, o Mestre Graça, como era carinhosamente tratado, morre, vítima de morre de câncer no pulmão, na cidade do Rio de Janeiro, no dia 30 de março de 1953, aos 61 anos.
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