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Os romances de José Lins do Rego são classificados,
por ele mesmo, em três ciclos:
Ciclo da cana de açúcar
» Menino de engenho (1932);
» Doidinho (1933);
» Bangüê (1934);
» Usina (1936);
» Fogo Morto (1943).
Ciclo do cangaço, misticismo e seca
» Pedra Bonita (1938);
» Cangaceiros (1953).
Obras independentes
» O moleque Ricardo (1935);
» Pureza (1937);
» Riacho Doce (1939);
» Água-mãe (1941) - Obra agraciada com o Prêmio
Felipe d'Oliveira.
» Eurídice (1947) - Obra que recebeu o Prêmio Fábio
Prado.
Segundo o autor esses dois últimos romances são os
únicos"desligados dos ciclos da cana de açúcar,
misticismo e seca", pois têm como cenário o Rio
de Janeiro.
No ciclo da cana de açúcar José Lins do Rego
apela para a recordação melancólica da infância
e da adolescência. Esse ciclo, bem com o ciclo do cangaço,
misticismo e seca, gravita em torno da decadência da sociedade
patriarcal, durante o período de transição
do engenho para a usina.
Em seus romances, José Lins do Rego incorpora o tom oral
da língua. Assim vemos um artista preocupado mais com a veracidade
dos fatos do que com o próprio estilo. Algumas dessas obras
foram traduzidas para o alemão, espanhol, inglês, francês,
coreano etc.
Além de romances José Lins do Rego escreveu ainda:
Memórias
» Meus verdes anos (1956).
Literatura Infantil
» Histórias da velha Totônia (1936).
Crônicas
» Gordos e magros (1942);
» Poesia e vida (1945);
» Homens, seres e coisas (1952);
» A casa e o homem (1954);
» Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957);
» O vulcão e a fonte (1958).
Viagem
» Bota de sete léguas (1951);
» Roteiro de Israel (1955);
» Gregos e troianos (1957).
Algumas obras de José Lins do rego se transformaram em
filmes:
» Pureza, direção de Chianca de Garcia (1940);
» Menino de engenho, direção de Valter Lima (1965);
» Fogo morto, direção de Marcos Farias (1976).
Correspondência:
» Cartas – 1962 |