|
FILHO DE D. CLOTILDE BRANQUINHO e
do escritor Tomás da Fonseca, Antônio José Branquinho
da Fonseca nasceu em Mortágua no dia 4 de maio de 1905.
Depois de cursar os primeiros anos do Liceu em Lisboa, parte para Coimbra,
onde termina os seus estudos secundários. Em seguida matricula-se
na Faculdade de Direito. Ainda como estudante participa da fundação
da revista "Triplico" (1924 - 1925), que teve 9 números
publicados.
Em 1926 passa a exercer a função de Conservador no Museu
Biblioteca Conde de Castro Guimarães - Cascais. Ainda nesse ano
faz sua estréia literária com a obra "Poemas".
No ano seguinte, mais precisamente no dia 10 de março, quando ainda
era estudante de Direito, funda, juntamente com Adolfo Casais Monteiro,
José Régio e João Gaspar Simões, a revista
Presença, que é considerada o marco inicial da segunda fase
do modernismo português.
A revista Presença foi dirigida por Branquinho da Fonseca até
o ano 1930. Quando a revista estava no seu 27º número, Branquinho
da Fonseca, por considerar haver imposição de limites à
liberdade criativa, abandona a direção, que fica a cargo
de Adolfo Casais Monteiro. Ainda Nesse ano Branquinho da Fonseca Licencia-se
em Direito e, junto com Miguel Torga, funda a revista Sinal, que teve
apenas um número publicado.
Falece em Lisboa no dia 16 de maio de 1974.
A enciclopédia Barsa define Branquinho da Fonseca como "um
dos fundadores e principais colaboradores da revista Presença,
porta-voz do modernismo no país".
|
::. Os primeiros textos de Branquinho da Fonseca foram assinados
com o pseudônimo António Madeira. Abaixo temos algumas
de suas obras mais importantes:
Poesia
Poemas - 1926;
Mar Coalhado - 1932;
Teatro
Posição de Guerra - 1928;
Teatro I - 1939.
Contos
Zonas - 1931;
Caminhos Magnéticos - 1938;
Bandeira Preta - 1956.
Romances
Porta de Minerva - 1947;
Mar Santo - 1952.
|
|