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Aluísio Azevedo (1857-1913) |
Aluísio Tancredo Gonçalves Azevedo nasceu a 14 de abril de 1857 em
São Luís, capital do Maranhão. Após cursar as primeiras letras no
"Liceu Maranhense", foi para o Rio de Janeiro estudar arte na Academia
Belas Artes.
Após conhecer o cotidiano e a vida política carioca, passou a trabalhar
como chargista em alguns jornais da cidade. Por causa da morte do
seu pai em 1878, Aluísio Azevedo retornou a São Luís para tomar conta
da família.
Nesse período, atraído pelo jornalismo, passou a escrever em alguns
jornais locais, publicou o romance Romântico "Uma Lágrima de Mulher"
e colaborou muito na fundação do jornal "O Pensador", que criticava
o clero e a sociedade maranhense. |
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Em 1881 chocou a sociedade local com o lançamento de "O mulato", primeiro
romance Naturalista da literatura brasileira. Essa obra, que abordava
a questão do preconceito racial, foi muito mal recebida pela sociedade
maranhense e Aluísio Azevedo, que já não era visto com bons olhos, tornou-se
o "Satanás da cidade". Para se ter uma idéia da indignação causada pela
obra, pode-se citar o fato de o redator do jornal "A civilização" ter
aconselhado Aluíso a "pegar na enchada, em vez de ficar escrevendo". O
clima na cidade ficou tão ruim para o autor que ele decidiu retornar ao
Rio de Janeiro.
Nesse lugar, Aluísio tentou sobreviver exclusivamente de seus escritos,
porém, como a vida de escritor não lhe deu a estabilidade desejada, abandonou
a literatura e ingressou na carreira diplomática. Em 1895 foi nomeado
vice-consul e, nessa função, viajou por vários países do mundo. Em 21
de janeiro de 1913 faleceu na cidade de Buenos Aires, Argentina.
Na tentativa de ganhar dinheiro como escritor, Aluísio era obrigado a
fazer muitas concessões e a estar sempre publicando alguma coisa. Por
isso, pode-se explicar porque sua obra apresenta muitas alternâncias entre
romances Românticos, chamadas, pelo próprio autor de "comerciais" e romances
Naturalistas, denominados de "artísticos". À essa necessidade de escrever
também é atribuído o desnível de qualidade de seus romances.
O Aluísio Romântico, publicou os romances "Uma lágrima de mulher" (1879);
"Memórias de um condenado" (ou A condessa Vésper) (1882); "Mistério da
Tijuca" (ou Girândola de amores) (1882); "Filomena Borges" (1884); "A
mortalha de Alzira" (1894). etc. Essas obras são consideradas como de
consumo e, por isso, possuem pouco valor literário. Já o Aluísio Naturalista
preocupou-se em interpretar a realidade de uma camada social marginalizada,
em franco processo de degradação. Além disso, defendeu os ideais Republicanos
e criticou clero e a burguesia. Os romances Naturalistas publicados pelo
autor foram o seguintes: "O mulato" (1881); "Casa de pensão" (1884); "O
homem" (1887); "O cortiço" (1890); e, "O coruja" (1890).
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