O Brasil do período Realista sofreu uma série de transformações políticas, sociais e econômicas. Algumas delas iniciaram-se ainda no período Romântico e tiveram o seu apogeu somente durante o Realismo. Dentre elas podemos citar:
  • os movimentos abolicionistas, que tiveram com conseqüências o fim da escravidão em 1888;
  • a chegada dos imigrantes europeus, em sua maioria italianos e portugueses, que substituíram a mão de obra escrava pela mão de obra assalariada; e
  • o movimento republicano, que teve inicio em 1870 com a fundação do Partido Republicano e ganhou muita força a partir de 1873 com a convenção realizada em Itu em São Paulo.

A medida em que esses dois movimentos se fortificavam a Monarquia, representada pela figura de D. Pedro II, que governou por quase 40 anos, entrou em decadência e teve seu fim marcado quando os militares proclamaram a Republica em 20 de novembro de 1889.
Até que fosse promulgada a nova constituição o país passou a ser governado provisoriamente pelo Marechal Deodoro da Fonseca. As principais medidas tomadas por esse governo foram:

  • o desterro da família imperial;
  • a escolha da Republica Federativa com regime político
  • transformação das províncias em Estados, com posterior nomeação de governadores
  • instituição da Bandeira republicana, que permanece até hoje e que foi inspirada no positivismo de Augusto Comte;
  • diminuição do poder da Igreja com a instituição do casamento civil, secularização dos cemitérios e, sobretudo, com a separação entre Igreja e Estado;
  • reforma do Código Criminal e organização judiciária do país.

Apesar de todas essas transformações, muitos republicanos, descontentes com o governo, formaram um forte grupo de oposição ao governo do Marechal Deodoro, que, não suportando a pressão, renunciou. O seu cargo foi ocupado pelo Mal. Floriano Peixoto e, em15 de novembro de 1890, foi instalado o Congresso Constituinte, cujos membros haviam sido escolhidos pela primeira eleição republicana realizada em 24 de fevereiro de 1891. Os principais propósitos eram:

  • a suprema autoridade do país seria o Presidente da República, com mandato de quatro anos e eleito diretamente pelo povo;
  • os ministros seriam de sua livre escolha;
  • senadores e deputados também seriam eleitos pelo povo;
  • os Estados e o Distrito Federal seriam representados por 3 senadores, com mandatos de nove anos, e por deputados em número proporcional às suas respectivas populações, com mandatos de 3 anos.
Em 1894 o fazendeiro paulista Prudente José de Morais e Barros foi eleito primeiro presidente civil. Ele assumiu a Presidência da República em uma época em que o país passava por uma forte depressão econômica resultante do encilhamento (Fase de grande especulação na Bolsa de Valores devido as facilidade de crédito e a liberdade que foi dada aos bancos). Além disso, teve que enfrentar a Guerra de Canudos. Chegamos então ao ano de 1893, que marca o nascimento oficial do Simbolismo no Brasil. Apesar do Realismo só ter terminado realmente em 1922 com a Semana de Arte Moderna, a continuação histórica desse período continua no Momento Histórico do Pré-Modernismo.

Vale lembrar que durante esse período o Brasil viu surgir duas novas classes sociais: o proletariado que era formada pelos imigrantes e pelos ex-escravos, e a classe média, que composta por profissionais liberas, um grande número de funcionários públicos os indivíduos que estavam ligados ao comércio de exportação e importação.