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O escritor e historiador Alexandre Herculano envolveu-se nas lutas liberais
e, por isso, foi mandado para o exílio na França em 1831. No ano seguinte
partiu para a Inglaterra e regressou a Portugal integrando o exército
de D. Pedro no cerco à cidade do Porto.
Em 1833 assumiu as funções de segundo bibliotecário na Biblioteca Pública
do Porto. Em 1836 foi para Lisboa e passou a dirigir a revista "O Panorama",
principal veículo de divulgação do Romantismo em Portugal. Ainda nesse
ano, publicou "A Voz do Profeta".
Em 1839 assumiu a função de diretor da Real Biblioteca da Ajuda. Entre
1850 e 1860, exerceu grande atividade jornalística e política e, a partir
de 1867, foi para a Quinta de Vale de Lobos (Santarém), onde dedicou-se
quase que exclusivamente às suas propriedades.
A sua obra literária é muito extensa. Como historiador destacam-se "A
História de Portugal" (1853) e a "História e Origem da Inquisição em Portugal"
(1859). Ele escreveu ainda contos e novelas que foram reunidos na obra
"Lendas e Narrativas (1851).
Entre nós, brasileiros, Alexandre Herculano ficou mais conhecido por suas
narrativas históricas, dentre as quais destacam-se "O Monge de Cister"
(1841), "O Bobo" (1843) e "Eurico, O Presbítero" (1844), esta considerada
a sua obra prima.
Links
Análises
Literárias
Eurico, o Presbítero
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