| ::. Cruz e Sousa (1862 - 1898) |
João da Cruz e Souza nasceu em 21 de novembro de 1861 em Desterro,
hoje Florinaopolis, Santa Catarina. Seu pai e sua mãe, negros puros,
eram escravos alforriados pelo marechal Guilherme Xavier de Sousa.
Ao que tudo indica o marechal gostava muito dessa família pois o menino
João da Cruz recebeu, além de educação refinada, adquirida no Liceu
Provincial de Santa Catarina, o sobrenome Sousa.
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Apesar de toda essa proteção, Cruz e Souza sofreu
muito com o preconceito racial. Depois de dirigir um jornal
abolicionista, foi impedido de deixar sua terra natal por motivos
de preconceito racial.
Algum tempo depois é nomeado promotor público, porém, é impedido
de assumir o cargo, novamente por causa do preconceito. Ao transferir-se
para o Rio, sobreviveu trabalhando em pequenos empregos e continuou
sendo vítima do preconceito.
Em 1893 casa-se com Gravita Rosa Gonçalves, que também era negra
e que mais tarde enlouqueceu. O casal teve quatro filhos e todos
faleceram prematuramente, o que teve vida mais longa morreu
quando tinha apenas 17 anos.
Cruz e Souza morreu em 19 de março de 1898 na cidade mineira
de Sítio, vítima de tuberculose. Suas únicas obras publicadas
em vida foram Missal e Broquéis. |
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Cruz e Souza é, sem sombra de dúvidas, o mais importante poeta Simbolista
brasileiro, chegando a ser considerado também um dos maiores representantes
dessa escola no mundo. Muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse
a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua
obra apresenta diversidade e riqueza.
De um lado, encontram-se aspectos noturnos, herdados do Romantismo como
por exemplo o culto da noite, certo satanismo, pessimismo, angústia morte
etc. Já de outro, percebe-se uma certa preocupação formal, como o gosto
pelo soneto, o uso de vocábulos refinados, a força das imagens etc. Em
relação a sua obra, pode-se dizer ainda que ela tem um caráter evolutivo,
pois trata de temas até certo ponto pessoais como por exemplo o sofrimento
do negro e evolui para a angústia do ser humano.
Poemas:
Inefável
Vida Obscura
Tristeza do
Infinito
Música da Morte
Acrobata da
Dor
Sinfonias do
Ocaso
Dilacerações
Flor do Mar
Dança do Ventre
Velhas Tristezas
Encarnação
Braços
Siderações
Antífona
Biblioteca On-line
Broqueis
Faróis
O Livro Derradeiro
Últimos Sonetos
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