| O Simbolismo, que ocorreu em período de transição do
séc. XIX para o séc. XX, rejeita as correntes materialistas, racionalistas,
empíricas e mecânicas trazidas pelo avanço da ciência da época e valoriza
valores e ideais que estavam esquecidos: o espírito, o sonho, o absoluto,
o nada, o bem, o belo, o sagrado etc.
A origem dessa tendência situa-se na aristocracia decadente e na classe
média. Essas camadas sociais, por não participarem da a euforia do progresso
materialista, que solidificou o poder burguês, propõem a volta da supremacia
do sujeito sobre o objeto, rejeitando desse modo o desmedido valor dado
às coisas materiais.
Por isso, os Simbolistas procuraram resgatar a relação do homem com o
sagrado, com a liturgia e com os símbolos. Buscam o sentimento de totalidade,
que se daria numa integração da poesia com a vida cósmica, como se ela,
a poesia, fosse uma religião.
| |
Dentro dessa nova concepção da realidade e da arte,
as correntes materialistas racionalistas não correspondem às exigências
Simbolistas e isso faz com que eles sejam criticados pela sociedade,
que chegou a clama-los de malditos ou decadentes.
Apesar de ignorar a opinião pública e fechar-se, numa quase religião
da palavra e de suas capacidades expressivas, os simbolistas não conseguem
sobreviver por muito tempo. O mundo presencia a euforia capitalista
causadas pelo o avanço científico e tecnológico, a burguesia vive
um período de prosperidade, a "belle époque", e isso só terminaria
com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914. É nesse clima
que o Simbolismo desaparece, porém, deixa para o mundo um alerta sobre
o mal trazido pela civilização moderna e industrializada. Eles deixam
também perspectivas literárias que abrem as portas para o surgimento
de novas correntes literárias e artísticas. |
| A Primeira Guerra Mundial,
simboliza o mal trazido pela civilização moderna e industrializada
e marca o fim do simbolismo. |
|