The Isle of the Dead, Arnold Bocklin
Os primeiros sinais da escola Simbolista aparecem em Portugal no ano de 1889 quando circulavam no país as revistas Os insubmissos e Boêmia Nova. Esses periódicos, ambos fundados pelos estudantes de Coimbra, seguiam as regras dos Simbolismo Francês e contavam com a colaboração de Eugênio Castro e Antônio Nobre.

No ano seguinte (1890), Eugênio Castro publica o livro de poemas "Oaristos", considerado oficialmente o marco inicial do Simbolismo português.

O termo "Oaristo" é de origem grega e significa "diálogo íntimo" ou "diálogo entre amantes". Essa obra, além dos poemas, que tratam de um amor ardente e fatal, traz em seu prefácio um verdadeiro programa da estética Simbolista.

Paralemente ao início do Simbolismo, acontecia em Portugal o movimento "Os Vencidos da Vida". Os integrantes desse grupo revelavam em tom melancólico o espírito de depressão vivido na época e toda a incerteza em relação ao destino do país e de sua cultura. Do grupo "Os Vencidos da Vida", considerado por muitos críticos literários como a última manifestação Realista, destacam-se as figuras de Eça de Queirós e Guerra Junqueiro. A existência do grupo "Os Vencidos da vida", aliada a figura do escritor Naturalista Abel Botelho, que em 1891 publicou a obra "O Barão de Lavos", nos mostram que o advento do Simbolismo não neutralizou a escola Realista, que se manteve presente nos meios literários até, pelo menos, o ano de 1915.

O término do Simbolismo português se dá em 1915, já em meio à primeira guerra mundial, quando Mário de Sá Carneiro e Fernando Pessoa lançam a revista "Orpheu" e dão início ao movimento Modernista.

Além dos já citados Eugênio de Castro e Antônio Nobre, ainda merecem destaque os seguintes autores simbolistas: Camilo Pessanha, João Barreira, Manuel Teixeira-Gomes, Augusto Gil etc.