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O Simbolismo em Portugal tem seu
início oficial quando Eugênio de Castro publica a obra "Oaristos"
em 1890. Seu término se ocorre em 1915, quando Fernando
Pessoa e Mário de Sá Carneiro lançam e revista Orpheu e dão inicio
ao movimento Modernista.
Durante esses 25 anos de predomínio da estética Simbolista, Portugal
foi governado D. Carlos I, seguido por D. Manuel II e, no ano
de 1910 tivemos a Proclamação da República.
Como pode ser visto no Momento
Histórico do Período Realista, nessa época Portugal passava
por um período muito conturbado, pois atravessava uma grave crise
econômica e financeira e, para piorar a situação, a Inglaterra
deu um Ultimato a Portugal, exigindo que fossem retirados os exércitos
portugueses que se encontravam entre Angola e Moçambique, caso
contrário a guerra seria declarada. |

The Ancient of days, William Blake |
| Nessa época a Inglaterra já era um país
muito rico e poderoso. A tentativa de enfrentar os exércitos ingleses
em qualquer tipo de batalha seria considerado uma verdadeira loucura.
Por isso, o governo português acabou cedendo. Essa atitude deixou
o povo português humilhado e a culpa de tal vexame caiu sobre a
figura do rei. D. Carlos. |
Aproveitando-se dessa crise que se instaurava na monarquia, os republicanos
fizeram uma forte campanha para a derrubada da monarquia. O povo, aderindo
essa idéia, fez uma série de manifestações contra o Ultimato e os jornais
de todo o pais encheram-se de artigos que criticavam violentamente a
Inglaterra, o rei e a monarquia. Nessa período surgiu o hino militar
"A Portuguesa", que é hoje o hino nacional.
Para dominar os tumultos, o governo solicitou a intervenção da polícia,
que abusava da força e batia violentamente nos manifestantes. O resultado
dessa ação foi muito pior que o esperado. Ao invés de acalmar os ânimos
os manifestantes se rebelavam ainda mais e quanto mais a polícia batia
nas pessoas, mais elas iam simpatizando com o Partido Republicano.
Em 1907 ocorreu um golpe de estado com a conivência do rei para engrandecimento
do seu poder. João Franco, governando em regime de ditadura, dissolveu
a Câmara dos Deputados, perseguiu todos os partidos políticos e afastou
ou prendeu os seus opositores. Isso fez com que o povo e alguns monárquicos
passassem a odia-lo. Os republicanos aproveitaram essa situação para
fazer desacreditar a monarquia e organizaram uma revolução em prol da
república, ocorrida em 28 de janeiro e que terminou muito mal
para os republicanos, pois a maioria dos revoltosos acabou presa. João
Franco decidiu que os prisioneiros deviam ser degredados para África
ou para Timor. Por isso, preparou um Decreto que foi assinado por D.
Carlos em 1 de fevereiro de 1908. Nesse mesmo dia, ao tentar embarcar
na carruagem que a levaria ao Palácio das Necessidades, D. Carlos e
o seu filho mais velho, D. Luis, foram mortos em um intenso tiroteio
causado por um homem que estava no meio da multidão.
Com a morte de D. Carlos e de D. Luis, D. Manuel II, que tinha apenas
18 anos, subiu ao trono. As primeiras medidas, tomadas em conjunto com
o Conselho de Estado, foram:
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afastar João Franco do governo, pois o consideravam
culpado da morte do rei e de seu filho;
-
instauração da "Política de Acalmação", que
tinha o objetivo de acalmar o país. Uma das medidas tomadas foi a
libertação de todos os republicanos que haviam sido presos.
A princípio essa política deu certo, porém, os problemas do país
não foram resolvidos e os republicanos adotaram o discurso de que o
problema estava na Monarquia decadente e que só a República poderia
salvar o país. Essa idéia se alastrou muito rapidamente e em Abril de
1909, durante o congresso republicano, ficou decidido que o único caminho
a ser tomado era a preparar a revolução, que se iniciou na madrugada
do dia 4 de abril em Lisboa e terminou no dia 5 com a vitória dos republicanos.
Foi estabelecido então um governo provisório presidido por Teófilo Braga.
Em 1911 foi Promulgada a Constituição de 1911 e, ainda nesse mesmo ano,
foi eleito o primeiro presidente da República: Manuel de Arriaga. No
final do seu mandato, Manuel de Arriaga, alarmado com a venenosa da
luta política (várias intentonas revolucionárias aconteceram ao longo
do ano de 1914), procedeu a um autêntico golpe de Estado: ele demitiu
todo governo e encarregou, em ditadura, o general Pimenta de Castro
de organizar um ministério, com o objetivo de pacificar a Nação e preparar
próximas eleições legislativas.
A ditatadura Pimenta Castro durou pouco. Ainda em 1914 o povo rebelou-se
e a ditadura chegou ao fim com a renúncia de Manuel Arraiga.
Mais uma vez Teófilo Braga assume a Presidência da República
até que se organizasse novas eleições. A continuação
desse agitadissimo perído pode ser conferida no Momento Histórico
do Modernismo.
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